quinta-feira, 31 de março de 2016

A arte de estabelecer uma comunicação construtiva

A comunicação em geral se dá por um emissor, um receptor e a mensagem que se quer passar. Em alguns momentos parece que toda a boa intenção do que se fala é interpretada da pior maneira possível e a comunicação não se estabelece de forma clara.

Isto porque há diferença entre o que se quer dizer e o que realmente foi dito, além de muitas vezes  a mensagem afetar diretamente o sentimento do receptor. Na relação educador e educando isso tem um peso muito maior, pois lida diretamente com a formação do cidadão e por isso, o educador precisa ir além da boa intenção e comunicar-se de maneira construtiva, com diálogos efetivos, mesmo em momentos em que isso parece impossível dentro da sala de aula.


O dialogo sobre um acontecimento ou comportamento de aluno que foi inadequado, é mais proveitosa quando não se estabelece julgamentos, desconfiança ou culpa. Deve-se falar da situação em si e não do caráter da pessoa.



Por exemplo, ao invés de dizer que os alunos são bagunceiros, diga que estão saindo, mas que há carteiras e cadeiras fora do lugar e lixo no chão e que precisamos deixar tudo em ordem como recebemos no início do dia. Essa linguagem descritiva facilita a colaboração, pois o aluno observa, reflete e conclui o que deve fazer.

Não é recomendado atacar ou acusar , para que o receptor da mensagem não emita uma resposta defensiva e muitas vezes até de ataque ou de justificativa, o que não ajuda em nada na solução da questão, do ocorrido. Além do que afeta diretamente a autoestima do aluno.

Chamar alguém que deixou algo cair de desastrado não ajuda em nada na melhora de atitude, muito pelo contrário, pode dar margem ao início de um bullying e do posterior isolamento do aluno e demais consequências tão conhecidas dentro da sala de aula.

O bacana, no caso de alguém derrubar algo, seria dizer: caiu, vamos limpar e depois de pronto vamos pensar em como não deixar cair novamente.

Mas há momentos em que faz-se necessário o uso de sua autoridade como o professor, o educador e nesses momentos o ideal é falar de modo claro, objetivo e curto. Isto é, nada de sermão, lição de moral ou juízo de valor. Por exemplo: mesa não é lugar de se subir, desça.

E jamais grite, pois isso demonstra falta de controle e todo confronto é sempre desgastante e resulta um mal estar generalizado e possíveis rixas que podem se estender por meses.

Quando se deseja acalmar alguém ou mostrar compreensão, utilize a chamada escuta ativa, onde o adulto repete resumidamente o que o aluno disse, sem censura ou crítica, clareando o sentimento dele e modo que o estimule a refletir e encontrar uma solução.

A paciência por vezes pode se esgotar, o que é natural e esse nervosismo pode ser muito bem aproveitado se expressado de maneira clara e sem causar danos. Esse aprendizado de uma comunicação construtiva requer treino, prática e paciência. 

E o resultado é extremamente positivo, pois os alunos cooperam mais e com maior consciência do que estão fazendo, pois refletiram sobre e isso faz com que o educador seja mais respeitado já que ele respeitou o caráter e a dignidade do aluno e isso também vai retornar para ele.


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