Segundo a assessora especial do MEC, Helena Singer, em entrevista para a Fundação Santiliana, “a ideia é promover a divulgação e a articulação entre as iniciativas e também com universidades, secretarias de Educação e outras organizações relacionadas”.
Para que o mapa fosse confeccionado, o ministério abriu chamada pública onde se inscreveram mais de 680 entidades que realizam trabalhos considerados inovadores. Os critérios de avaliação foram: gestão, currículo, ambiente, metodologia e intersetorialidade, avaliados por grupos de trabalhos regionais.
Do total de instituições inscritas, 178 foram selecionadas, de todas as regiões do país e de todas as etapas de ensino. Desse total, grande parte são escolas e mais de 50% escolas públicas e 47,5% de escolas particulares.
Para utilizar o mapa, você pode filtrar os itens para identificar as escolas, esses itens são: o segmento de ensino, o estado, se público ou privado e também se a organização é inovadora ou se tem um plano de ação que indica esse sentido.
Entre todos, alguns exemplos chamam atenção, por suas iniciativas e realizações, como a escola indígena, Kulika, que fica em Monsenhor Tabosa, a cerca de 300 quilômetros da cidade de Fortaleza. Na escola em questão o ensino é bilíngue, em português e em tupi, além de incluir legislação e cultura indígena e meio ambiente.
Há também o exemplo de escolas como a Politeia, em São Paulo, em que se pratica uma gestão democrática, as regras de convivência são definidas em conjunto, bem como a utilização dos espaços da escola e como são os limites dos direitos e deveres de todos, tudo isso através de assembleias que acontecem semanalmente.
A Escola Bilíngue Libras e Português Escrito de Taguatinga, cidade satélite no Distrito Federal, é uma excelente mostra na área de inclusão. Essa instituição pública disponibiliza aos seus alunos, que podem ter desde surdez leve a profunda, que podem ser filhos não surdos de pais surdos, alunos com dificuldade fono-articulatória e não surdos, ensino integral e se baseia na pedagogia de projetos, em que os gestores incentivam os estudantes a participar do planejamento de todas as atividades escolares.
No estado do Rio de Janeiro, mais especificamente na cidade de Paraty, que fica a 243 quilômetros da capital, está a Escola Comunitária Cirandas e nessa instituição de ensino não existe divisão de disciplinas e nem de séries. O aprendizados dos alunos acontece por meio de pesquisas e realização de projetos de interesse do aluno, o que possibilita a troca de conhecimentos com crianças de diferentes idades.
Esses são apenas alguns poucos exemplos dentro de um universo infinito de escolas, instituições e organizações não governamentais de que ideias que muitas vezes podem parecer pequenas, são de extrema importância para uma inovação educacional, o que facilita e possibilita um melhor nível de aprendizado e principalmente de convivência e aquisição de repertório no ambiente da academia.

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