Essa violência nem sempre é aquela chama como dura, que envolve arma de fogo, arma branca, brigas, mas sim as chamadas micro-violências, que são o não respeito as regras, o bullying, as agressões verbais e a indisciplina, questões que dificultam uma convivência saudável e harmoniosa, por agredirem devido a sua repetição diária.

As consequências de tudo isso são: desempenho acadêmico baixo, alunos isolados, não frequência as aulas, professores desmotivados para desenvolver novos projetos e gestores sobrecarregados.
Para combater todos os tipos de violência que acontecem diariamente, muitas escolas recorrem a intervenção externa, como força policial ou militar, implantando assim regras muito rígidas.
Mas a questão principal é identificar e combater as causas que levam a todas as situações de violência, sejam as duras ou as micro-violências, para tanta a atuação certeira do gestor é de extrema importância, isto é, prevenir e resgatar valores.
Algumas instituições de ensino incentivam seus docentes a ficarem atentos nas relações desenvolvidas dentro e fora da sala de aula para que observem os eventuais motivos que possam ser a causa das desavenças e desta forma os professores atuam direta e efetivamente na resolução dos conflitos e isso auxilia na construção da moral do aluno.
Esse seria o ideal no dia a dia do docente e da escola, mas e quando o caos já está instaurado? Segundo matéria publicada no site da revista Nova Escola: "O gestor que percebe que está em uma escola violenta deve avaliar o clima e identificar quais são os aspectos que o afetam, desde a conservação dos espaços até o trato das relações. O segundo passo é pensar em soluções junto com todos os segmentos".
É importante dar voz à comunidade, através de questionários para verificar as dimensões da escola, a maneira como as regras são criadas e cumpridas, as condições de infraestrutura, o tipo de relação e participação das famílias em ações de longo prazo.
Ainda de acordo com a matéria da revista Nova Escola, “A investigação precisa ir fundo para identificar atos que não são explícitos. "O gestor tem de ter muita sensibilidade para notar focos de isolamento e perceber se existem grupos que dominam certa área. A exclusão também é um tipo de agressão e pode ser evitada por atividades integradoras. A ação deve envolver, portanto, observação, sensibilização e reflexão".
Corrigir a situação requer se leve todos os envolvidos e isso inclui pais, docentes e alunos a uma reflexão e não apenas a um castigo puro e simples, é importante escutar, estabelecer meios de comunicação para evitar o clima de tensão e hostilidade.
Sem essa reflexão e posterior debate, é difícil que o agressor compreenda o significado da violência que cometeu e pode vir a repeti-la amanhã e depois de amanhã e isso pode tornar-se algo diário.
Portanto é de suma importância reparar o erro e corrigir com aprendizagem, para que o mesmo não volte a acontecer e para que se estabeleça o que nunca deveria ser mudado que é o clima de harmonia em toda a escola e com todos os envolvidos no processo educacional.
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