Muitas escolas escolhem um dia na semana, geralmente a sexta-feira, como
o Dia do Brinquedo, mas será mesmo que é válido esse um dia ou talvez todos
dias poderiam ser dia do brinquedo?
As respostas a essa pergunta costumam vir
com argumentos sem muitos embasamentos científicos e nem fundamentação teórica.
Muitas vezes a resposta é a famosa justificativa de que é regra da escola, como
resposta negativa para entrada na escola de objetos estranhos.
As escolas costumam adotar um dia na semana por acreditar que o
brinquedo vai mais atrapalhar, complicar e gerar conflitos, do que algo que
pode auxiliar no desenvolvimento educacional e de convivência entre todos os
alunos.
Existem outras tantas justificativas para o não uso do brinquedo diariamente, como a preocupação de o brinquedo ser quebrado e todo o desgaste que isso pode trazer não só na relação entre as crianças, mas também com a família.
Existem outras tantas justificativas para o não uso do brinquedo diariamente, como a preocupação de o brinquedo ser quebrado e todo o desgaste que isso pode trazer não só na relação entre as crianças, mas também com a família.
Em muitos casos, quando acontece de o brinquedo quebrar a maneira como a
família aborda a escola parece somente focar no prejuízo material e assim a
escola e os professores são acusados de negligência.
Nessa hora o docente deve
mostrar aos pais que mais importante do que um brinquedo quebrado, são os ricos
momentos de socialização que o brinquedo favorece.
Outra justificativa para não se adotar o brinquedo diariamente é o
receio da criança não prestar atenção de fato nas atividades. Pode-se
concluir que todos os argumentos rumam para a antecipação e
a não existência do conflito, entendido como algo negativo, que deve ser
evitado.
O que pode gerar um problema, de não se formar cidadãos autônomos, que conseguem lidar com situações como essas.
O que pode gerar um problema, de não se formar cidadãos autônomos, que conseguem lidar com situações como essas.
É preciso entender que o papel do brinquedo vai além do lúdico, existe
um teor afetivo, pois no momento em que a criança leva o brinquedo para escola,
ela leva junto um pedaço do lar, do seu porto seguro.
E as questões
conflituosas que por ventura surgirem devem ser muito bem aproveitadas pelos
educadores para a construção de uma boa convivência entre todos.
As crianças pequenas geralmente disputam o brinquedo e isso é natural da
fase na qual se encontram, para o seu desenvolvimento. Essa atitude
egocentrista é mais acentuada até os 6, 7 anos, pois ainda não conseguem
reconhecer e perceber outras perspectivas que não sejam as delas próprias.
Por
isso, é extremamente importante o papel do adulto, ao promover momentos em que
todos possam dizer o que sentem e o que desejam, isso constrói a autonomia.
Já sobre qual o melhor momento para liberar o brinquedo na sala de aula,
isso deve ser definido, e muito bem definido entre todos, regras construídas
pelo grupo e respeitadas por todos, esse trabalho de regulação e não de
controle também favorece a construção da autonomia e do respeito a regras e ao
próximo.
Proibir ou não, limitar e quanto limitar o brinquedo pode ser menos
trabalhoso para o docente e para a escola, mas deve ser utilizado para auxiliar
no desenvolvimento da autonomia do aluno, como um cidadão.
Além disso, utilizar
o brinquedo diariamente na escola, traz menos expectativa do que esperar um dia
na semana. E isso também auxilia a gerar menos ansiedade e consequentemente
menos probabilidade de confusão e conflito.
É apenas uma questão de habituar a
criança ao momento diário do brinquedo, estimular a troca de brinquedos e de
ideias, o cuidado com o que é seu e o que é do outro, enfim, o respeito e amor
ao próximo.

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