segunda-feira, 28 de março de 2016

A arte, a pluralidade e o aprender

A pluraridade do mundo pode ser verificada também na arte de hoje e na educação também. É preciso que a escola realize e entenda projetos interdisciplinares. Isso faz com que com ideia de todos se conecte a diferentes naturezas, constituindo e construindo uma rede de saberes que potencializa professores, que são os maiores envolvidos nesses casos de atividades de natureza interdisciplinar. 



Para realizá-los é preciso uma articulação cuidadosa nas situações de ensino, para que os trabalhos e os conteúdos não sejam tratados de modo superficial.


Para que esses projetos interdisciplinares tenham sucesso é fundamental que o educador domine diferentes conhecimentos didáticos e que tome decisões sobre a integração das diferentes disciplinas para elaborar os conteúdos e objetivos de tais projetos, no que diz respeito ao conhecimento que será adquirido pelos alunos.



É preciso levar para a sala de aula, no momento da realização desses projetos interedisciplinares, uma investigação ampla, que abrace diferentes linguagens e áreas do conhecimento, como previsto. 

Para que isso aconteça é preciso que se mergulhe em pesquisas e na complexidade de cada área, tanto educador, quanto educando. É preciso também olhar para o mundo através de diferentes pontos de vista ao mesmo tempo e trazer para tais projetos o melhor do ponto de vista artístico, literário e científico, por exemplo, sem descaracterizar a preciosidade desses processos.


De acordo com a Coordenadora de Arte da Escola da Vila, Marisa Szpigel, em matéria para a revista Nova Escola: “A pluralidade, fenômeno presente na contemporaneidade, exige cautela, para que possamos levá-la para a realidade da sala de aula mantendo a potência de integração e não de mistura incipiente. 



Questionamentos do tipo "Quais linguagens ou quais áreas são fundamentais na realização do projeto?" ou "Se uma área ou disciplina for suprimida, ainda assim mantém-se o sentido do trabalho?" são algumas das perguntas que ajudam no momento da tomada de decisões em relação a opções interdisciplinares e de integração de linguagens. 


Pode-se concluir, por exemplo, que um projeto lide com uma única linguagem, realizado em uma única disciplina, e isso não faz dele um projeto menos complexo ou pouco significativo”.


Assim, mais do que a necessidade de juntar várias disciplinas para deixar o projeto mais completo e complexo, é importante trabalhar o quanto de tempo e de experiências serão possíveis de se vivenciar em todo o processo de realização do projeto, desde a ideia, até sua exposição, com ele já finalizado. É isso que vai enriquecer a todos os envolvidos, mesmo aqueles que irão conhecê-lo após pronto.


É importante não esquecer que a disciplina Arte tem seus conteúdos e objetivos próprios, pois em muitos casos, no anseio de pluralizar, esses conteúdos e objetivos são esquecidos e se perdem no processo, o que não agrega para ninguém e isso faz com que o projeto perca seu propósito e não traz as aprendizagens específicas que ao mesmo tempo geral que um projeto desse pode trazer, e tudo isso com muita qualidade e envolvimento. 


E como sempre a troca é o fator primordial, tanto das pesquisas que os alunos vão realizar, quanto de técnicas que vão utilizar para desenvolver o projeto e em paralelo a tudo que seja sempre muito divertido e leve, o resultado com certeza será incrível.


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