terça-feira, 5 de abril de 2016

Arte e o despertar da criatividade

Quando se fala em arte a principal questão que surge é: o que é arte? Como entender a arte? Há o senso comum que classifica como arte apenas aquilo que é erudito e que vem de uma genialidade fora do normal, mas há também aqueles que pensam, agem, realizam e ensinam a arte como o filósofo britânico Robin George Collingwood, apresentado pela revista virtual Nova Escola, o qual diz que “arte é algo feito pelo ser humano para exprimir seus sentimentos subjetivos. 

Sob esse ponto de vista, as obras artísticas falam de sonhos, epifanias, perplexidades, frustrações, dores, amores. São capazes de suscitar emoções no público que os fatos do dia a dia não conseguem transmitir. 


Provocam riso, choro, reflexão, mudança de mentalidade. Daí sua importância na vida de cada um de nós.”




Isso traz o entendimento de que todos podem realizar e entender a arte, e claro que isso cabe inclusive na escola, afinal todos tem algo a expressar sobre o que sentem. E essa expressão não deve nunca ser esteriotipada, por que o ser humano não é assim, é preciso romper os limites, o que não quer dizer fazer o que se quer fazer, há um processo criativo, um mergulho no conhecimento de referências e materiais para produção da arte na escola.


Para que tudo isso aconteça de modo individual dentro da sala de aula, é preciso que o professor esteja preparado e de prontidão para atender e orientar nos desafios que a produção artística traz a cada um e isso enriquece o ser como cidadão. 


Brasil lidera ranking de violência contra docentes

Uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que entrevistou cerca de 100 mil professores e diretores dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio,  revela que mais de 12% deles sofre com a situação de agressão ao menos uma vez por semana e esse dado leva o país a liderar o ranking de violência contra docentes, entre as 34 nações que compõe a pesquisa.

Essa violência nem sempre é aquela chama como dura, que envolve arma de fogo, arma branca, brigas, mas sim as chamadas micro-violências, que são o não respeito as regras, o bullying, as agressões verbais e a indisciplina, questões que dificultam uma convivência saudável e harmoniosa, por agredirem devido a sua repetição diária.



As consequências de tudo isso são: desempenho acadêmico baixo, alunos isolados, não frequência as aulas, professores desmotivados para desenvolver novos projetos e gestores sobrecarregados.
Para combater todos os tipos de violência que acontecem diariamente, muitas escolas recorrem a intervenção externa, como força policial ou militar, implantando assim regras muito rígidas.

quinta-feira, 31 de março de 2016

A arte de estabelecer uma comunicação construtiva

A comunicação em geral se dá por um emissor, um receptor e a mensagem que se quer passar. Em alguns momentos parece que toda a boa intenção do que se fala é interpretada da pior maneira possível e a comunicação não se estabelece de forma clara.

Isto porque há diferença entre o que se quer dizer e o que realmente foi dito, além de muitas vezes  a mensagem afetar diretamente o sentimento do receptor. Na relação educador e educando isso tem um peso muito maior, pois lida diretamente com a formação do cidadão e por isso, o educador precisa ir além da boa intenção e comunicar-se de maneira construtiva, com diálogos efetivos, mesmo em momentos em que isso parece impossível dentro da sala de aula.


O dialogo sobre um acontecimento ou comportamento de aluno que foi inadequado, é mais proveitosa quando não se estabelece julgamentos, desconfiança ou culpa. Deve-se falar da situação em si e não do caráter da pessoa.

Veja 10 livros para a formação de um professor

O blog de leitura da revista Nova Escola, escrito pela jornalista Ana Rachel, publicou um post muito interessante e importante sobre livros considerados essenciais para formação do docente. Vamos aqui replicar as indicações do blog devido a sua relevância. 

A jornalista contou com a colaboração da doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), Gisela Wajskop. Se você pensa em adentrar esse universo, se já faz parte dele ou se um mero curioso na arte do educar, aproveite bem as sugestões abaixo:





1.As Cem Linguagens da Criança: Reggio Emilia – Vol. 1 e 2


Carolyn Edwards, Lella Gandini e George Forman, 296 págs., Ed Penso

“Clássico mundial a respeito do trabalho com a Educação Infantil na cidade italiana Reggio Emilia, aclamada como a melhor do mundo há 50 anos. 

Oferece importante reflexão sobre como as crianças são concebidas e suas aprendizagens baseadas nas relações, no contexto social e cultural e aponta para a importância da documentação pedagógica.”



2. Alfabetização em Processo

Emilia Ferreiro, 136 págs., Ed Cortez

“Escrito há vinte e cinco anos, contribui para que os aprendizes de professores compreendam os caminhos percorridos pelas crianças no processo de aquisição da representação escrita da linguagem e da representação por escrito de quantidades e operações.”


3. Afinal, O Que Os Bebês Fazem no Berçário? – Comunicação, autonomia saber-fazer de bebês em um contexto de vida coletiva

Paulo Fochi, 160 págs., Ed Penso

“Registro da pesquisa desenvolvida no mestrado pelo jovem autor sobre quais ações dos bebês emergiam de suas experiências em contextos de vida coletiva e que impactos as mesmas criam nas práticas docentes dos adultos responsáveis. Coloca em evidência uma etapa infantil pouco valorizada nos cursos de Pedagogia.”


4. Professora Sim, Tia Não – Cartas a Quem Ousa Ensinar

Paulo Freire, 128 págs., Ed Olho d’Água

Ministério da Educação e Cultura lança mapa de inovação e criatividade

Como uma escola pode ser considerada inovadora? Para responder a essa questão e apresentar a todos essas chamadas escolas inovadoras, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), lançou o Mapa de Inovação e Criatividade na Educação Básica, para que justamente essas instituições, sejam elas públicas, privadas ou organizações não governamentais, sejam fortalecidas por suas propostas e trabalhos desenvolvidos na Educação Básica.



Segundo a assessora especial do MEC, Helena Singer, em entrevista para a Fundação Santiliana, “a ideia é promover a divulgação e a articulação entre as iniciativas e também com universidades, secretarias de Educação e outras organizações relacionadas”.

Para que o mapa fosse confeccionado, o ministério abriu chamada pública onde se inscreveram mais de 680 entidades que realizam trabalhos considerados inovadores. Os critérios de avaliação foram: gestão, currículo, ambiente, metodologia e intersetorialidade, avaliados por grupos de trabalhos regionais.

Brinquedo em um ou em todos os dias?

Muitas escolas escolhem um dia na semana, geralmente a sexta-feira, como o Dia do Brinquedo, mas será mesmo que é válido esse um dia ou talvez todos dias poderiam ser dia do brinquedo

As respostas a essa pergunta costumam vir com argumentos sem muitos embasamentos científicos e nem fundamentação teórica. Muitas vezes a resposta é a famosa justificativa de que é regra da escola, como resposta negativa para entrada na escola de objetos estranhos.
As escolas costumam adotar um dia na semana por acreditar que o brinquedo vai mais atrapalhar, complicar e gerar conflitos, do que algo que pode auxiliar no desenvolvimento educacional e de convivência entre todos os alunos

Existem outras tantas justificativas para o não uso do brinquedo diariamente, como a preocupação de o brinquedo ser quebrado e todo o desgaste que isso pode trazer não só na relação entre as crianças, mas também com a família.
Em muitos casos, quando acontece de o brinquedo quebrar a maneira como a família aborda a escola parece somente focar no prejuízo material e assim a escola e os professores são acusados de negligência. 
Nessa hora o docente deve mostrar aos pais que mais importante do que um brinquedo quebrado, são os ricos momentos de socialização que o brinquedo favorece.
Outra justificativa para não se adotar o brinquedo diariamente é o receio da criança não prestar atenção de fato nas atividades. Pode-se concluir que todos os argumentos rumam para a antecipação e a não existência do conflito, entendido como algo negativo, que deve ser evitado. 

O movimento e a consciência através da dança nas escolas

Adorar os deuses e a natureza, esse foi  o principal objetivo com que a dança surgiu na vida dos seres humanos e isso é possível de ser observado em desenhos de pinturas rupestres pelo mundo todo, como França, Espanha e aqui mesmo no Brasil, no estado do Piauí, na Serra da Capivara.

Nesses desenhos, que são os registros como a humanidade vivia e reagia naquela época, é possível observar pessoas em roda, saltando e gesticulando de maneira a comunicar-se com o corpo. E como bem traduziu o psicólogo e pesquisador em psicomotricidade, Esteban Levin,



“É como se nossos antepassados quisessem reproduzir graficamente os sentimentos proporcionados por uma boa caça e uma colheita frutífera, a alegria causada pela chuva ou o medo provocado por um predador.

A primeira coreografia que os estudiosos imaginam ter sido criada é a do homem que veste uma pele de animal e tenta imitar seus ataques ou fugas”.

O tempo foi passando e a dança tornou-se uma expressão artística que se baseia no movimento corporal, acompanhados de dança, transmitem emoções por meio de coreografias.

Como toda arte e como tudo no mundo, a dança também passou por inúmeras transformações, umas das mais significativas e importantes, foi no século XVII, quando Luis XIV fundou a Academia Real da Música e da Dança e isso fez com que nascesse o conceito de balé que conhecemos hoje.