quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Chiquinha Gonzaga e a ousadia feminina no século XIX

O ano de 1847 marca o nascimento daquela que representa a cultura brasileira na área musical. Com coragem e ousadia, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga, exerceu o que até então, no século XIX, era algo impensável para uma mulher, a profissão de musico.

Tanto que na época a palavra não tinha opção de gênero e muitos, inclusive órgãos de comunicação não sabiam como chamá-la.

Em pesquisa à sua biografia através do site www.chiquinhagonzaga.com , que conta em resumo a trajetória da musicista, consta que além das prendas femininas e também cálculo, leitura, escrita eram dominadas pela jovem que também tocava piano.

 Instrumento que literalmente transforma a sua vida.
Casou-se muito nova e seu marido tinha muito ciúmes do piano, além de não gostar de música. Isso fez com que Chiquinha se revoltasse e se separa do marido para viver com o homem por quem se apaixonará. Tudo isso antes dos 18 anos.



Para sobreviver Chiquinha faz o que sabe de melhor: tocar piano. “Ninguém ousara tanto. Praticar música ao piano, ou até mesmo compor e publicar, não era incomum às senhoras de então, mas sempre mantendo o respeito ao espaço feminino por excelência, o da vida privada.

A profissionalização da mulher como músico (e ainda mais aquele tipo de música de dança para consumo nos salões!) era fato inédito na sociedade da época. A atividade exigia talento, determinação e coragem – qualidades que não faltavam a Chiquinha Gonzaga”, informações do site oficial da musicista.

A jovem também foi compositora, ministrava aulas particulares e continuava seu aprimoramento como pianista. Passa a compor para o teatro musical. Também regeu um concerto de violões, promovendo esse instrumento até então desconhecido em sua face erudita.


Além de toda a sua coragem e audácia para com a sua vida, em relação a assuntos políticos também se destacava politicamente, abolicionista, chegou a vender partituras de porta em porta para arrecadar dinheiro e comprar a alforria de um escravo músico.

Mas foi com a marchinha de carnaval Ó Abre Alas que Chiquinha Gonzaga ficou conhecida por todo o sempre e é evocada a cada ano durante os festejos de Momo.

 Em relação ao trabalho que desenvolvia, percebeu que era explorada e não era valorizada e reconhecida como merecia, assim, tomou a iniciativa de fundar uma associação de proteção aos direitos autorais através da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat).



Em sua vida particular, após passar dos 50 anos, Chiquinha se apaixona por um jovem de 16, com quem permanece até o fim de sua vida, aos 87 anos, na cidade do Rio de Janeiro.





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