A Educação Prussiana foi o primeiro sistema público de ensino da história, no qual o Brasil se inspirou para criar o seu próprio método de ensino público no país. Embora muitas pessoas, de forma errônea, sugiram que a educação pública brasileira é baseada nos ideais iluministas do século XVIII, o sistema de ensino público do país é profundamente baseado na Educação Prussiana, por sua vez, originária do padrão militar de ensino público na Prússia.
A obediência e a competitividade são os principais pilares da Educação Prussiana, que tem o objetivo de produzir cidadãos para servir ao sistema. Por outro lado, outras formas didáticas que existiram pelo mundo em diferentes épocas e sociedades, como os ensinamentos do Iluminismo, nascido na França, por exemplo, pregavam a necessidade de produzir indivíduos pensantes e capazes de questionar a sociedade à qual pertencem.
No Brasil, outro exemplo é o Método Paulo Freire, que, entre outras coisas, pregava a alfabetização e educação dos alunos a partir da discussão de suas experiências entre si e da visão de mundo. Diferente da visão da Educação Prussiana, os Iluministas, na França, os pensadores da Escola de Frankfurt (fim do século XX), na Alemanha, e Paulo Freire, no Brasil, buscaram mostrar formas de aprendizagem capazes de tirar o cidadão da alienação e produzir seres pensantes.
Sobretudo, é preciso compreender que o modelo de Educação Prussiana foi criado para manipular a população com esse método de ensino.
Dessa forma, vale a pena ressaltar que tal método tem eficiência ainda hoje apenas quando o objetivo é adestrar alunos para que aprendam a aceitar o sistema em vigência.
Do contrário, a Educação Prussiana não é nada mais do que um modelo de ensino atrasado e incapaz de suprir com as necessidades de ensino do cidadão moderno e democrático.
Como dizia o filósofo grego Platão, de 348 a.C, o conhecimento é a fonte de luz que os indivíduos precisam para sair da escuridão e da ignorância.
Não precisamos criar crianças e adolescentes adestrados por um sistema rígido e ditatorial de ensino, mas, seres humanos que saibam se relacionar no mundo real e tenham capacidade para entender o mundo em que vivem e porque vivem.
O ensino é a base de tudo e a educação pública brasileira precisa se inspirar em outros métodos para superar os danos da Educação Prussiana.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Educação Moderna no Mundo e no Brasil
A educação é o caminho mais eficiente para quem deseja ter um futuro melhor e disso, é claro, ninguém duvida. Ao longo dos milhares de anos e nas mais distintas sociedades e culturas, o processo de educar sempre foi extremamente valorizado e assim ainda é atualmente.
No mundo todo há uma crescente e expressiva preocupação em garantir a educação a todos.
Acompanhando o desenvolvimento tecnológico, a educação moderna tem avançado a passos largos nas últimas décadas.
Hoje é possível, inclusive, fazer cursos e obter certificações desde profissionalizantes e técnicos até graduações e mestrados exclusivamente através do sistema EAD – Educação à distância.
E as inúmeras ferramentas criadas a cada instante também correspondem a recursos incríveis no campo da educação. As plataformas de ensino, por exemplo, permitem que o aluno saiba previamente o que vai estudar e que, depois da aula, continue a pesquisar e entender mais sobre o assunto que foi abordado em sala.
A educação moderna foge, em partes dos meios e métodos comumente utilizados pelo modelo tradicional, de giz e quadro negro. Neste processo evolutivo o que vale é explorar as possibilidades prezando por um maior número de participação e aprendizagem.
Educação Moderna – Como funciona a escola participativa?
Não tem como falar em educação moderna sem citar um dos conceitos que mais se destacam dentro deste assunto. A escola participativa é o modelo mais atual de ensino e preza por um contexto em que não apenas alunos e professores convivam, mas também pais e toda a comunidade que cerca o ambiente escolar.
Entre as novas técnicas de promover a educação do mundo, algumas são evidentemente caminhos que já se comprovaram como eficazes. Veja quais são:
• Design Thinking é um dos meios mais comuns em cursos e faculdades por usar de cases – casos reais – como principal instrumento de ensino. Valorizado, este recurso permite uma avaliação mais sólida da realidade da área que está sendo estudada;
• Mapas mentais são resumos que funcionam através da rápida associação de conteúdos. Ideal para períodos pré-vestibular, podem ser usados em todos os níveis e épocas de estudo.
• E as Mídias sociais. Sim, elas podem contribuir muito e devem ser utilizadas sem limite no que diz respeito a expandir conteúdos e levar conhecimento à rede.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Educação X Políticos
Atualmente, o Brasil passa por uma de suas maiores crises políticas eeconômicas depois da redemocratização, com instituições em completo descrédito perante a sociedade e com a classe política incapaz de transmitir qualquer imagem de confiabilidade para a população.
Descrentes da política crescem por conta do maior desserviço que a nossa classe política poderia nos dar, que é justamente pessoas incapazes de enxergar na política o que ela realmente é: algo muito importante para o bom funcionamento de uma sociedade.
Pois bem, já que temos uma classe política que não consegue fazer o básico, será que se tivéssemos ao menos mais investimentos em educação de base, especialmente na tentativa de formar cidadãos mais politizados e conscientes, será que teríamos políticos melhores no futuro?
Uma pergunta de resposta simples
A lógica é muito simples, e eu acredito que sim, seria possível ter políticos melhores e mais comprometidos com os verdadeiros interesses da sociedade se trabalhássemos e lutássemos para melhorar a formação escolar.
A educação é a base de tudo, e com uma educação que não valoriza a política e que não promove o debate saudável e equilibrado sobre conceitos e visões diferentes dificilmente conseguirá mudar o quadro terrivelmente calamitoso no qual nossa classe política se encontra.
O grande paradoxo encontrado nesta pergunta de resposta simples é que ela nos leva a um paradoxo, nos lembrando que mesmo as soluções mais simples podem nos trazer algum tipo de complexidade: se a classe política cuida dos investimentos em educação, como teremos melhorias significativas e verdadeiras na educação?
A resposta para este paradoxo é complicada, mas poderia ser respondida por nós mesmos, já que sempre que o povo vai às ruas, de alguma forma algum tipo de movimentação ocorre dentro da classe política, para o bem ou para o mal.

Se na hora de levantar bandeiras nas ruas, nós não fossemos tão genéricos com nossas reivindicações, como nas mensagens vistas em cartazes que beiram a infantilidade, como “Pelo fim da corrupção”, ou se não levássemos cartazes partidários que gritam contra um partido específico, quem sabe não tivéssemos mais resultados?
Que tal levantar a bandeira da melhoria da educação e do ensino oumesmo da política, de maneira mais abrangente dentro das escolas?
Por que não levantar cartazes que peçam por um ensino que dê noções da verdadeira cidadania, e que ensine as verdadeiras bases dademocracia?
Egoísmo
Os políticos que compõem a nossa classe política tão mal vista por todos são conhecidos pelo seu comportamento de extremo egoísmo, sempre muito mais interessados em defender setores da economia ou da sociedade, e incapazes de representar de fato a sociedade como um todo.
O comportamento egoísta que visa apenas ter em mãos mais poder e mais dinheiro público fez com que nosso país tivesse problemas em praticamente todos os setores básicos de seu desenvolvimento por conta do desvio de verbas (saúde, educação e transporte).
Por conta disto, quando falamos de educação no Brasil dos dias de hoje, nós vemos escolas públicas precárias e com professoresdesmotivados e que são mal remunerados, gerando, infelizmente, mais uma geração de cidadãos brasileiros que é incapaz de enxergar na política algo importante e que mereça ser acompanhado com atenção.
E o ciclo se repete...
quarta-feira, 6 de julho de 2016
E o Sonho Virou Pesadelo !
Em 2008 o Pais vivia o sonho do crescimento. A revista isto é editava numero 2023 de Agosto/2008

Algumas Manchetes na Revista Isto É traziam artigos que diziam :
" O SONHO COMEÇOU " que por sua vez alimentaria a esperança de milhões de brasileiros, que estavam ávidos para sair da zona de pobreza. Era a verdadeira escalada da classe média brasileira,
e pela primeira vez no Brasil, a classe média vira a maioria no País.
Pois é; são incríveis 3 milhões de brasileiros a sair do estado de pobreza.
A Petrobras publica 8 páginas frente e verso, das suas mais novas conquistas.
Matérias intituladas " FUTURO REFINADO " anunciando novos investimentos para explorar o pré-sal , ou mesmo " A VOLTA DE UM GIGANTE " traduzida como o principal investimento em 55 anos de Empresa, ou até mesmo a pomposa matéria " NAVIOS AO MAR " que anuncia o Maior Plano de Expansão da Frota de sua história, a um custo estimado de US$ 5 Bilhões.
São nada mais , nada menos que 146 Embarcações, 54 seriam destinadas ao manuseio de âncoras de grande porte, 10 de atividades de reboque e 64 de suprimentos.
E tudo isso, logicamente iria gerar cerca de 500 postos de trabalho, e na plenitude da Operação aproximadamente 3.800 tripulantes,.

Algumas Manchetes na Revista Isto É traziam artigos que diziam :
" O SONHO COMEÇOU " que por sua vez alimentaria a esperança de milhões de brasileiros, que estavam ávidos para sair da zona de pobreza. Era a verdadeira escalada da classe média brasileira,
e pela primeira vez no Brasil, a classe média vira a maioria no País.
Pois é; são incríveis 3 milhões de brasileiros a sair do estado de pobreza.
A Petrobras publica 8 páginas frente e verso, das suas mais novas conquistas.
Matérias intituladas " FUTURO REFINADO " anunciando novos investimentos para explorar o pré-sal , ou mesmo " A VOLTA DE UM GIGANTE " traduzida como o principal investimento em 55 anos de Empresa, ou até mesmo a pomposa matéria " NAVIOS AO MAR " que anuncia o Maior Plano de Expansão da Frota de sua história, a um custo estimado de US$ 5 Bilhões.
São nada mais , nada menos que 146 Embarcações, 54 seriam destinadas ao manuseio de âncoras de grande porte, 10 de atividades de reboque e 64 de suprimentos.
E tudo isso, logicamente iria gerar cerca de 500 postos de trabalho, e na plenitude da Operação aproximadamente 3.800 tripulantes,.
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terça-feira, 28 de junho de 2016
Apenas 4,5% das escolas têm infraestrutura completa prevista em lei, diz estudo
FONTE : agencia brasil.org
26/06/2016 14h37Brasília
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação.
As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. No ensino médio, a porcentagem sobe para 22,6%.
O levantamento foi feito com base no Censo Escolar de 2015 e levou em consideração o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e, equipamentos e laboratórios de ciências. Foi considerada ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência.
Entre os itens mais críticos estão o laboratório de ciências – presente em apenas 8,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 43,9% de ensino médio – e a quadra esportiva – presente em apenas 31% de todas as escolas públicas.
Fatores básicos, como acesso à água tratada e esgoto sanitário, ainda não são universais, sendo verificados, respectivamente, em 91,5% e 37,9% das escolas públicas.
"O percentual de escolas bem equipadas é super baixo. Em muitos casos estão questões básicas como água potável e esgotamento.
Esse percentual não melhora notavelmente. O investimento nas escolas sem dúvida vai estar prejudicado com crise econômica", diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.
Os itens são determinados no PNE, Lei 13005/2014, que estabelece metas e estratégias a serem cumpridas pelo país da educação infantil a pós-graduação, até 2024.
O PNE estabelece também uma estratégia intermediária, de dois anos de vigência (prazo que terminou na última sexta-feira), quando o país deveria ter definido parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica.
26/06/2016 14h37Brasília
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação.
As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. No ensino médio, a porcentagem sobe para 22,6%.
O levantamento foi feito com base no Censo Escolar de 2015 e levou em consideração o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e, equipamentos e laboratórios de ciências. Foi considerada ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência.
Entre os itens mais críticos estão o laboratório de ciências – presente em apenas 8,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 43,9% de ensino médio – e a quadra esportiva – presente em apenas 31% de todas as escolas públicas.
Fatores básicos, como acesso à água tratada e esgoto sanitário, ainda não são universais, sendo verificados, respectivamente, em 91,5% e 37,9% das escolas públicas.
"O percentual de escolas bem equipadas é super baixo. Em muitos casos estão questões básicas como água potável e esgotamento.
Esse percentual não melhora notavelmente. O investimento nas escolas sem dúvida vai estar prejudicado com crise econômica", diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.
Os itens são determinados no PNE, Lei 13005/2014, que estabelece metas e estratégias a serem cumpridas pelo país da educação infantil a pós-graduação, até 2024.
O PNE estabelece também uma estratégia intermediária, de dois anos de vigência (prazo que terminou na última sexta-feira), quando o país deveria ter definido parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica.
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terça-feira, 5 de abril de 2016
Arte e o despertar da criatividade
Quando se fala em arte a principal questão que surge é: o que é arte? Como entender a arte? Há o senso comum que classifica como arte apenas aquilo que é erudito e que vem de uma genialidade fora do normal, mas há também aqueles que pensam, agem, realizam e ensinam a arte como o filósofo britânico Robin George Collingwood, apresentado pela revista virtual Nova Escola, o qual diz que “arte é algo feito pelo ser humano para exprimir seus sentimentos subjetivos.
Sob esse ponto de vista, as obras artísticas falam de sonhos, epifanias, perplexidades, frustrações, dores, amores. São capazes de suscitar emoções no público que os fatos do dia a dia não conseguem transmitir.
Provocam riso, choro, reflexão, mudança de mentalidade. Daí sua importância na vida de cada um de nós.”
Isso traz o entendimento de que todos podem realizar e entender a arte, e claro que isso cabe inclusive na escola, afinal todos tem algo a expressar sobre o que sentem. E essa expressão não deve nunca ser esteriotipada, por que o ser humano não é assim, é preciso romper os limites, o que não quer dizer fazer o que se quer fazer, há um processo criativo, um mergulho no conhecimento de referências e materiais para produção da arte na escola.
Para que tudo isso aconteça de modo individual dentro da sala de aula, é preciso que o professor esteja preparado e de prontidão para atender e orientar nos desafios que a produção artística traz a cada um e isso enriquece o ser como cidadão.
Sob esse ponto de vista, as obras artísticas falam de sonhos, epifanias, perplexidades, frustrações, dores, amores. São capazes de suscitar emoções no público que os fatos do dia a dia não conseguem transmitir.
Provocam riso, choro, reflexão, mudança de mentalidade. Daí sua importância na vida de cada um de nós.”
Isso traz o entendimento de que todos podem realizar e entender a arte, e claro que isso cabe inclusive na escola, afinal todos tem algo a expressar sobre o que sentem. E essa expressão não deve nunca ser esteriotipada, por que o ser humano não é assim, é preciso romper os limites, o que não quer dizer fazer o que se quer fazer, há um processo criativo, um mergulho no conhecimento de referências e materiais para produção da arte na escola.
Para que tudo isso aconteça de modo individual dentro da sala de aula, é preciso que o professor esteja preparado e de prontidão para atender e orientar nos desafios que a produção artística traz a cada um e isso enriquece o ser como cidadão.
Brasil lidera ranking de violência contra docentes
Uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que entrevistou cerca de 100 mil professores e diretores dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, revela que mais de 12% deles sofre com a situação de agressão ao menos uma vez por semana e esse dado leva o país a liderar o ranking de violência contra docentes, entre as 34 nações que compõe a pesquisa.

As consequências de tudo isso são: desempenho acadêmico baixo, alunos isolados, não frequência as aulas, professores desmotivados para desenvolver novos projetos e gestores sobrecarregados.
Para combater todos os tipos de violência que acontecem diariamente, muitas escolas recorrem a intervenção externa, como força policial ou militar, implantando assim regras muito rígidas.
Essa violência nem sempre é aquela chama como dura, que envolve arma de fogo, arma branca, brigas, mas sim as chamadas micro-violências, que são o não respeito as regras, o bullying, as agressões verbais e a indisciplina, questões que dificultam uma convivência saudável e harmoniosa, por agredirem devido a sua repetição diária.

As consequências de tudo isso são: desempenho acadêmico baixo, alunos isolados, não frequência as aulas, professores desmotivados para desenvolver novos projetos e gestores sobrecarregados.
Para combater todos os tipos de violência que acontecem diariamente, muitas escolas recorrem a intervenção externa, como força policial ou militar, implantando assim regras muito rígidas.
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