quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Um sonho, um acervo, uma realidade: Instituto Ricardo Brennand

Localizado no bairro de Várzea, zona oeste da cidade nordestina também conhecida como a Veneza Brasileira, o Instituto Ricardo Bernnand faz do Recife parada obrigatória para o amante das artes. 

Inaugurado em 2002, o instituto foi idealizado pelo empresário Ricardo Brennand que iniciou o instituto com a Pinacoteca, hoje o complexo cultural conta, além da Pinacoteca, com o Castelo São João, Parque de Esculturas do Jardim, uma galeria, uma biblioteca e a Capela Nossa Senhora das Graças, onde são realizados muitos casamentos. 

Além disso, o Instituto também realiza Ações Educativas, as quais serão faladas posteriormente neste texto.

O Castelo

Oficialmente chamado Museu de Armas Castelo São João foi idealizado e criado também por Ricardo Brennand, que há mais de cinquenta anos coleciona arte de diversas partes do mundo e de diferentes épocas e no Castelo você encontra além do núcleo de Armaria, há também Pintura, Tapeçaria, Arte Decorativa, Escultura e Mobiliário.


No núcleo de Armaria, que comporta mais de 3000 peças que foram

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Ferver é com Frevo

Detentor do título de Patrimônio Imaterial da Humanidade, desde 2012, concedido pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura -, o personagem dessa matéria tem mais de século e continua em excelente forma, nascido no estado do Pernambuco, é marca registrada quando se fala nessa localidade, é claro que você já sabe que vamos falar do Frevo.


O frevo é um estilo de dança e ritmo musical que nasceu especificamente em Recife, no final do século XIX, início do século XX, foi inspirado nas marchinhas de carnaval e nos passos da polca russa, do ballet clássico e de algumas danças afro-brasileiras, como a capoeira e o maxixe.


O nome, frevo, surgiu da palavra “fever”, isto é, fervura, que denota a agitação dos dançarinos, como as bolhas da fervura e foi utilizado pela primeira ver em um jornal chamado Pequeno, do Recife, no ano de 1907.

Tom Jobim escreve para sempre seu nome na história da música


Um dos nomes mais aclamados da cultura brasileira tanto dentro quanto fora do país, Antônio Carlos Jobim, carinhosamente chamado Tom Jobim, nasceu no ano de 1927, mais precisamente no dia 25 de janeiro, carioca nascido no bairro da Tijuca, Tom Jobim foi compositor, maestro, violonista, pianista, arranjador e cantor. 

Aos 13 anos já mostrava interesse pelo piano, antes disso, seu tio que tocava violão lhe dava algumas aulas e sua avó também era pianista, daí seu contato desde sempre com a música.


Em 1946 Tom Jobim começa a cursar arquitetura, mas abandona o curso em seguida para dedicar-se exclusivamente a música.

 No ano de 1950 tocava na noite carioca em bares e boates no bairro de Copacabana. Dois anos depois foi contratado pela gravadora Continental como arranjador e conviveu com o maestro e compositor Radamés Gnatalli.

Fez parte do time da gravadora Odeon a partir do ano de 1954 e compõe sambas junto com Billy Branco aquele que foi o seu primeiro sucesso, Tereza da praia, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney. 

Vinicius de Morais cria a Bossa Nova e entra para a história


Conhecido como um dos criadores da Bossa Nova juntamente com Tom Jobim, Vinicius de Morais nasceu em 19 de outubro de 1913, carioca da gema, filho de um funcionário público e poeta, Clodoalto Pereira da Silva e da pianista Lídia Cruz, desde tenra idade mostrava interesse pela poesia. 

E ainda no início da juventude iniciou o desenvolvimento de suas habilidades musicais ao entrar para o coral da igreja.

No ano de 1929 inicia a graduação no curso de Direito na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro. Em 1933, ano de sua formatura, Vinicius publica O Caminho para a Distância. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Encontrados poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade

O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade de Itabira do Mato Dentro/MG, em 31 de outubro de 1902. Estudou em Belo Horizonte e quando estudava com os jesuítas no Colégio Alcântara de Nova Friburgo/RJ, foi expulso do colégio por “insubordinação mental”.


De volta a Belo Horizonte iniciou a carreira de escritor como colaborador no Diário de Minas e desde então, no ano de 1926, encanta e emociona aqueles que entram em contato com a sua obra. O poeta faleceu em 17 de agosto de 1987 na cidade do Rio de Janeiro.

E agora, para alegria de todos, foram encontrados três poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, por uma aluna do curso de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no interior do estado de São Paulo.

De acordo com informações do site catraca livre, a estudante Mayea Fontebasso, durante sua pesquisa de iniciação científica sobre textos da revista Raça, que foi publicada na cidade de São Carlos entre os anos de 1927 e 1934, eis que Mayea depara-se com três poemas de Drummond.

Cora Coralina - Uma Doce Poetiza Brasileira

“Recria tua vida, sempre, sempre”


Era uma vez, em agosto de 1889, meses antes de ser proclamada a República no Brasil, que nascia no interior de Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.

Ana foi crescendo e tornou-se doceira de mão cheia. Ainda adolescente, publicou seus primeiros textos em um jornal, mesmo tendo cursado apenas as quatro primeiras séries de ensino. Seu primeiro conto publicado foi “Tragédia na Roça”.


No ano de 1910, a jovem casa-se com Cantídio Tolentino Bretas, advogado e muda-se para o estado de São Paulo, onde vive por mais de 45 anos, passando por diversas cidades como: Avaré, Jaboticabal, Penápolis, Andradina e claro, a própria capital Paulista onde vendeu livros após a morte do marido.

“Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.

E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.”


Esse poema é uma autorreferência à vida de Ana e foi publicado há 34 anos, em outubro de 1981. Sim, a personagem desse texto é uma poetisa, brasileira, que retrata com singeleza as belezas do interior do Brasil, lugar para onde retornou em 1956, mais precisamente para o estado de Goiás.

Após completar 50 anos, a poetisa passa por profundas transformações e adota um pseudônimo, que a marca para a eternidade em seus trabalhos, que contem elementos folclóricos de parte de seu cotidiano. Escreve com simplicidade e com ela toca seus leitores pelo mundo.

Mundo este que procurava entender para saber exatamente o papel que deveria ocupar e representar nele. Isso reflete a sua busca pelas respostas das questões do dia a dia e descobre que o simples é na realidade a maior riqueza.

Para se ter uma ideia, seu primeiro livro foi publicado quando ela tinha 75 anos e seus poemas foram reconhecidos e elogiados por ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade e isso faz com que sua popularidade aumente mais, tornando-se uma das maiores poetisas da língua portuguesa do século XX.


Tendo uma história de vida recriada sempre, falece em 1985, depois de ter publicado cerca de sete livros entre poesia, contos e infantis. A personagem desse texto, Ana, Aninha, em verdade fez-se...Cora Coralina, uma das mais importantes representantes da cultura e literatura brasileira.

Veja abaixo os títulos das obras publicadas por Cora Coralina:

- Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
- Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais
- Meninos Verdes (infantil)
- Meu livro de cordel
- O tesouro da casa velha (contos)
- A moeda de ouro que o pato engoliu (infantil)
- Vintém de cobre

Brumadinho - MG - Cidade Arte

Harmonia entre arte e natureza presentes em Inhotim



A cidade de Brumadinho, que fica a cerca de 1h de Belo Horizonte (MG), abriga o maior museu ao ar livre da América Latina, o Instituto Inhotim, que começou a ser idealizado em meados da década de 1980, mas que foi aberto ao público somente no início dos anos 2000.

 A propriedade na qual estão instaladas mais de 22 galerias de arte contempla mais de 110 hectares e recebeu em 2014 mais de 400 mil visitantes.

Além de toda a arte realizada pelo homem e exposta em Inhotim, como as obras de Helio Oiticica, Yayoi Kusama, Adriana Varejão, entre tantos outros, além das obras ao ar livre e novos projetos que sempre aparecem por lá; o museu traz também as obras de arte da natureza, pois abriga um Jardim Botânico com mais de 4000 espécies em cultivo e está cercado pela mata nativa da região. Para que tudo isso seja muito bem cuidado há um programa de Gestão Ambiental.