O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade de Itabira do Mato Dentro/MG, em 31 de outubro de 1902. Estudou em Belo Horizonte e quando estudava com os jesuítas no Colégio Alcântara de Nova Friburgo/RJ, foi expulso do colégio por “insubordinação mental”.
De volta a Belo Horizonte iniciou a carreira de escritor como colaborador no Diário de Minas e desde então, no ano de 1926, encanta e emociona aqueles que entram em contato com a sua obra. O poeta faleceu em 17 de agosto de 1987 na cidade do Rio de Janeiro.
E agora, para alegria de todos, foram encontrados três poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, por uma aluna do curso de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no interior do estado de São Paulo.
De acordo com informações do site catraca livre, a estudante Mayea Fontebasso, durante sua pesquisa de iniciação científica sobre textos da revista Raça, que foi publicada na cidade de São Carlos entre os anos de 1927 e 1934, eis que Mayea depara-se com três poemas de Drummond.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Cora Coralina - Uma Doce Poetiza Brasileira
“Recria tua vida, sempre, sempre”
Era uma vez, em agosto de 1889, meses antes de ser proclamada a República no Brasil, que nascia no interior de Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.
Ana foi crescendo e tornou-se doceira de mão cheia. Ainda adolescente, publicou seus primeiros textos em um jornal, mesmo tendo cursado apenas as quatro primeiras séries de ensino. Seu primeiro conto publicado foi “Tragédia na Roça”.
No ano de 1910, a jovem casa-se com Cantídio Tolentino Bretas, advogado e muda-se para o estado de São Paulo, onde vive por mais de 45 anos, passando por diversas cidades como: Avaré, Jaboticabal, Penápolis, Andradina e claro, a própria capital Paulista onde vendeu livros após a morte do marido.
“Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.”
Esse poema é uma autorreferência à vida de Ana e foi publicado há 34 anos, em outubro de 1981. Sim, a personagem desse texto é uma poetisa, brasileira, que retrata com singeleza as belezas do interior do Brasil, lugar para onde retornou em 1956, mais precisamente para o estado de Goiás.
Após completar 50 anos, a poetisa passa por profundas transformações e adota um pseudônimo, que a marca para a eternidade em seus trabalhos, que contem elementos folclóricos de parte de seu cotidiano. Escreve com simplicidade e com ela toca seus leitores pelo mundo.
Mundo este que procurava entender para saber exatamente o papel que deveria ocupar e representar nele. Isso reflete a sua busca pelas respostas das questões do dia a dia e descobre que o simples é na realidade a maior riqueza.
Para se ter uma ideia, seu primeiro livro foi publicado quando ela tinha 75 anos e seus poemas foram reconhecidos e elogiados por ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade e isso faz com que sua popularidade aumente mais, tornando-se uma das maiores poetisas da língua portuguesa do século XX.
Tendo uma história de vida recriada sempre, falece em 1985, depois de ter publicado cerca de sete livros entre poesia, contos e infantis. A personagem desse texto, Ana, Aninha, em verdade fez-se...Cora Coralina, uma das mais importantes representantes da cultura e literatura brasileira.
Veja abaixo os títulos das obras publicadas por Cora Coralina:
- Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
- Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais
- Meninos Verdes (infantil)
- Meu livro de cordel
- O tesouro da casa velha (contos)
- A moeda de ouro que o pato engoliu (infantil)
- Vintém de cobre
Era uma vez, em agosto de 1889, meses antes de ser proclamada a República no Brasil, que nascia no interior de Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.
Ana foi crescendo e tornou-se doceira de mão cheia. Ainda adolescente, publicou seus primeiros textos em um jornal, mesmo tendo cursado apenas as quatro primeiras séries de ensino. Seu primeiro conto publicado foi “Tragédia na Roça”.
No ano de 1910, a jovem casa-se com Cantídio Tolentino Bretas, advogado e muda-se para o estado de São Paulo, onde vive por mais de 45 anos, passando por diversas cidades como: Avaré, Jaboticabal, Penápolis, Andradina e claro, a própria capital Paulista onde vendeu livros após a morte do marido.
“Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.”
Esse poema é uma autorreferência à vida de Ana e foi publicado há 34 anos, em outubro de 1981. Sim, a personagem desse texto é uma poetisa, brasileira, que retrata com singeleza as belezas do interior do Brasil, lugar para onde retornou em 1956, mais precisamente para o estado de Goiás.
Após completar 50 anos, a poetisa passa por profundas transformações e adota um pseudônimo, que a marca para a eternidade em seus trabalhos, que contem elementos folclóricos de parte de seu cotidiano. Escreve com simplicidade e com ela toca seus leitores pelo mundo.
Mundo este que procurava entender para saber exatamente o papel que deveria ocupar e representar nele. Isso reflete a sua busca pelas respostas das questões do dia a dia e descobre que o simples é na realidade a maior riqueza.
Para se ter uma ideia, seu primeiro livro foi publicado quando ela tinha 75 anos e seus poemas foram reconhecidos e elogiados por ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade e isso faz com que sua popularidade aumente mais, tornando-se uma das maiores poetisas da língua portuguesa do século XX.
Tendo uma história de vida recriada sempre, falece em 1985, depois de ter publicado cerca de sete livros entre poesia, contos e infantis. A personagem desse texto, Ana, Aninha, em verdade fez-se...Cora Coralina, uma das mais importantes representantes da cultura e literatura brasileira.
Veja abaixo os títulos das obras publicadas por Cora Coralina:
- Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
- Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais
- Meninos Verdes (infantil)
- Meu livro de cordel
- O tesouro da casa velha (contos)
- A moeda de ouro que o pato engoliu (infantil)
- Vintém de cobre
Brumadinho - MG - Cidade Arte
Harmonia entre arte e natureza presentes em Inhotim

A cidade de Brumadinho, que fica a cerca de 1h de Belo Horizonte (MG), abriga o maior museu ao ar livre da América Latina, o Instituto Inhotim, que começou a ser idealizado em meados da década de 1980, mas que foi aberto ao público somente no início dos anos 2000.
Além de toda a arte realizada pelo homem e exposta em Inhotim, como as obras de Helio Oiticica, Yayoi Kusama, Adriana Varejão, entre tantos outros, além das obras ao ar livre e novos projetos que sempre aparecem por lá; o museu traz também as obras de arte da natureza, pois abriga um Jardim Botânico com mais de 4000 espécies em cultivo e está cercado pela mata nativa da região. Para que tudo isso seja muito bem cuidado há um programa de Gestão Ambiental.

A cidade de Brumadinho, que fica a cerca de 1h de Belo Horizonte (MG), abriga o maior museu ao ar livre da América Latina, o Instituto Inhotim, que começou a ser idealizado em meados da década de 1980, mas que foi aberto ao público somente no início dos anos 2000.
A propriedade na qual estão instaladas mais de 22 galerias de arte contempla mais de 110 hectares e recebeu em 2014 mais de 400 mil visitantes.
Além de toda a arte realizada pelo homem e exposta em Inhotim, como as obras de Helio Oiticica, Yayoi Kusama, Adriana Varejão, entre tantos outros, além das obras ao ar livre e novos projetos que sempre aparecem por lá; o museu traz também as obras de arte da natureza, pois abriga um Jardim Botânico com mais de 4000 espécies em cultivo e está cercado pela mata nativa da região. Para que tudo isso seja muito bem cuidado há um programa de Gestão Ambiental.
Arte, cultura, lazer e educação em uníssono no Instituto Tomie Ohtake
O bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, conhecido por sua vida boêmia, também pode carregar o status de bairro cult e cool por abrigar ali galerias de arte, livrarias e sebos, além é claro, do imponente prédio na avenida Faria Lima, também carinhosamente conhecido como prédio da carambola, em que está localizado o Instituto Tomie Ohtake.
De acordo com o site da instituição, o instituto surgiu com o objetivo de “apresentar as novas tendências da arte nacional e internacional”. Foi inaugurado em novembro de 2001 num espaço total de 7500m2 que abriga sete salas distribuídas em dois andares para exposições, o setor educativo que conta com quatro ateliês, espaço para documentação, seminários e um grande hall, além da infraestrutura de restaurante, loja e livraria.
O projeto é de autoria do arquiteto Ruy Ohtake, filho de Tomie Ohtake, que além do centro cultural, abriga também dois edifícios para escritórios e um centro de convenções. No Instituto são realizadas inúmeras atividades como exposições, debates, cursos, oficinas e também são produzidas publicações para que sua principal missão seja cumprida: ”difundir e refletir as grandes transformações ocorridas desde os anos 50, até aquelas que estão em curso hoje”.
De acordo com o site da instituição, o instituto surgiu com o objetivo de “apresentar as novas tendências da arte nacional e internacional”. Foi inaugurado em novembro de 2001 num espaço total de 7500m2 que abriga sete salas distribuídas em dois andares para exposições, o setor educativo que conta com quatro ateliês, espaço para documentação, seminários e um grande hall, além da infraestrutura de restaurante, loja e livraria.
O projeto é de autoria do arquiteto Ruy Ohtake, filho de Tomie Ohtake, que além do centro cultural, abriga também dois edifícios para escritórios e um centro de convenções. No Instituto são realizadas inúmeras atividades como exposições, debates, cursos, oficinas e também são produzidas publicações para que sua principal missão seja cumprida: ”difundir e refletir as grandes transformações ocorridas desde os anos 50, até aquelas que estão em curso hoje”.
Chiquinha Gonzaga e a ousadia feminina no século XIX
O ano de 1847 marca o nascimento daquela que representa a cultura brasileira na área musical. Com coragem e ousadia, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga, exerceu o que até então, no século XIX, era algo impensável para uma mulher, a profissão de musico.
Tanto que na época a palavra não tinha opção de gênero e muitos, inclusive órgãos de comunicação não sabiam como chamá-la.
Em pesquisa à sua biografia através do site www.chiquinhagonzaga.com , que conta em resumo a trajetória da musicista, consta que além das prendas femininas e também cálculo, leitura, escrita eram dominadas pela jovem que também tocava piano.
Instrumento que literalmente transforma a sua vida.
Casou-se muito nova e seu marido tinha muito ciúmes do piano, além de não gostar de música. Isso fez com que Chiquinha se revoltasse e se separa do marido para viver com o homem por quem se apaixonará. Tudo isso antes dos 18 anos.
Tanto que na época a palavra não tinha opção de gênero e muitos, inclusive órgãos de comunicação não sabiam como chamá-la.
Em pesquisa à sua biografia através do site www.chiquinhagonzaga.com , que conta em resumo a trajetória da musicista, consta que além das prendas femininas e também cálculo, leitura, escrita eram dominadas pela jovem que também tocava piano.
Instrumento que literalmente transforma a sua vida.
Casou-se muito nova e seu marido tinha muito ciúmes do piano, além de não gostar de música. Isso fez com que Chiquinha se revoltasse e se separa do marido para viver com o homem por quem se apaixonará. Tudo isso antes dos 18 anos.
MASP - 68 Anos de Pura Arte
O cartão postal da megalópole inspira criatividade pela arte
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi fundado em 1947, localizado no meio da Av. Paulista, seu projeto arquitetônico, um dos mais emblemáticos da cidade, foi realizado pela arquiteta Lina Bo Bardi e demorou 12 anos entre projeto e execução e foi inaugurado em 1968.
Mas o imponente prédio não foi a primeira residência das obras de arte do MASP. Ao ser idealizado pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand e pelo também jornalista e crítico de arte, Pietro Maria Bardi, teve sua primeira sede em quatro andares do prédio dos Diários Associados, que abrigava também 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista mais famosa dá época, O Cruzeiro.
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi fundado em 1947, localizado no meio da Av. Paulista, seu projeto arquitetônico, um dos mais emblemáticos da cidade, foi realizado pela arquiteta Lina Bo Bardi e demorou 12 anos entre projeto e execução e foi inaugurado em 1968.
Mas o imponente prédio não foi a primeira residência das obras de arte do MASP. Ao ser idealizado pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand e pelo também jornalista e crítico de arte, Pietro Maria Bardi, teve sua primeira sede em quatro andares do prédio dos Diários Associados, que abrigava também 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista mais famosa dá época, O Cruzeiro.
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Cinema : Como surgiu o cinema?
Você adora assistir filmes e ir ao cinema, mas tem ideia de como ele surgiu?
Talvez você saiba que foi pelos irmãos Lumière, tidos como inventores desta arte, mas para chegar até o momento em que eles entram em cena nesse enredo, muita coisa aconteceu.
Pra começar foi inventada a fotografia, em meados do século XIX, criação de fundamental importância e necessidade para a existência do cinema. Agora era preciso chegar a projeção e depois a projeção de movimentos.
No oriente, os chineses, há mais 7 mil anos já projetavam sombras de figuras recortadas sobre a parede, como um jogo de sombras, característica do seu teatro de marionetes. Leonardo da Vinci, no século XV, também realizou trabalhos de projeção da luz na superfície, o que originou a criação da Câmara Escura. E uma importante descoberta foi que a imagem refletida no interior da caixa era invertida da imagem real.
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