O avanço e a evolução do estudante, nas diversas áreas do conhecimento, passa pelo respeito a sua individualidade e ao seu tempo. E o que importa ao final da história que você vai ler aqui é que o aluno aprendeu e expandiu seu repertório, teve certeza de que é capaz e isso se deve a docentes que creem no ser humano.
Escolas pelo Brasil todo atendem alunos com necessidades educacionais especiais, como a EE Governador Barbosa Lima, no Recife. Lá, a aluna Juliana da Silva Costa, de 15, deixa sua mãe cheia de orgulho ao participar de uma apresentação de dança montada pelas professoras de Educação Física e pela responsável do atendimento especializado no contraturno da escola, é o Projeto Manifestações Culturais. Juliana não ouve, mas essa deficiência não foi empecilho nenhum para que ela participasse da apresentação.
Miriam da Silva Costa, a mãe de Juliana diz: "Quando a vi no palco, senti muito orgulho e me emocionei. Tudo o que ela faz eu acho maravilhoso, ainda mais quando fica empolgada por aprender com os colegas.".
O principal para o sucesso da participação e inclusão de Juliana no projeto foi a capacidade dos educadores envolvidos em flexibilizar o tempo de aprendizagem. Todos puderam participar do projeto, independente de ter ou não deficiência, o que criou uma proposta coletiva e todos ao se sentirem parte do todo, o realizam mais feliz.
Antes de continuar a falar sobre o projeto, saiba um pouco mais sobre a escola Barbosa Lima, que de seus 2 mil alunos matriculados, tem 308, entre crianças e jovens com necessidades especiais, a escola foi uma das primeiras a trabalhar com a inclusão, de acordo com a diretora, Magaly Mendonça, "há mais de 30 anos, atendemos os que têm deficiência auditiva. A procura por um ensino para eles era muito grande e naquela época abrimos classes especiais".
Atualmente a escola, a partir do sexto ano do ensino fundamental, inclui em suas turmas regulares os alunos que apresentam deficiência e aguardam a determinação do governo do estado para que as turmas especiais que atendem alunos do primeiro ao quinto ano acabem e eles também possam estudar em turmas regulares.
Voltando ao Projeto Manifestações Culturais, o objetivo principal dele é fazer com que os alunos participantes conheçam mais sobre a cultura de seu estado, Pernambuco e para isso deveriam apresentar danças, como o frevo e o maracatu e tudo isso sem deixar de fora os alunos com necessidade auditiva, que são 22 na escola.
A dança foi trabalhada dentro das aulas de educação física como parte de conteúdo em cultura corporal, os professores se preocuparam em montar o projeto todo garantindo a inclusão de todos os alunos e no caso daqueles que possuem deficiência auditiva o atendimento era individual, pois não era simplesmente o trabalho de passar a coreografia, mas sim de mostrar toda emoção da música e da dança.
No caso da música, os alunos com deficiência auditiva sentiam as vibrações do som colocando a mão sobre as caixas de som, e assim, aprenderam a identificar os ritmos e os tempos da música. Os passos da coreografia foram ensaiados com eles antes do ensaio geral e para isso tudo era passado verbalmente, em seguida, eram apresentados fotos e vídeos e isso ajuda a todos os alunos participantes.
E todos contribuíram para a formação e criação da coreografia e tudo isso trouxe além da inclusão e participação, o conhecimento da cultura local por aqueles que a perpetuarão.



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