quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Museu do Amanhã é inaugurado e leva a reflexões sobre escolhas



“Como será o amanhã, responda quem puder, o que irá me acontecer (...)”, esses versos da música Amanhã, de Simone pode trazer questionamentos que o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro de 2015, na cidade do Rio de Janeiro, no projeto chamado Porto Maravilha, que busca revitalizar a região portuária da cidade.

Localizado na Praça Mauá, o prédio que abriga o museu possui 15 mil metros de área construída e seu projeto arquitetônico foi concebido pelo espanhol Santiago Calatrava e, além de arrojado, foi inspirado em uma bromélia, e além disso, trata-se de uma construção sustentável.

O Museu do Amanhã se preocupa em evitar grandes impactos através da atenção em pequenas atitudes, como escolher materiais reciclados de alta durabilidade e que tenham sido produzidos próximo ao local.

O museu que fica sobre as águas da Baía de Guanabara, utiliza suas águas na troca de calor para manter o sistema de climatização e a geração de energia é feita com placas que transformam energia solar em energia elétrica e as estruturas cobertas do prédio se movimentam durante o dia para captar maior quantidade possível de luz solar.

Trata-se de um museu de ciências em que o visitante é convidado a ver o passado para refletir sobre o presente e melhorar o futuro. Tudo isso acontece “por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público”, de acordo com o site oficial do museu, www.museudoamanha.org.br .

A Exposição Principal do Museu do Amanhã, está localizada no segundo andar do prédio e leva o público a conhecer cinco grandes áreas, a saber:

Cosmos – Mostra que todos são feitos da mesma matéria que forma as estrelas e isso nos conecta com o universo. Algumas questões que vão permear todo o percurso da exposição aparecem, como: qual a dimensão da existência? Como se chegou até aqui? Que futuro você deseja?

Terra – Nessa parte da exposição há três cubos de sete metros e seus conteúdos  investigam as três dimensões da existência: Matéria, Vida e Pensamento. “No cubo da Vida, por exemplo, o DNA, elemento comum a todas as espécies, está representado no exterior. Internamente, a diversidade e a interconectividade da vida na Mata Atlântica surgem em uma seleção de fotos produzidas durante três expedições realizadas para o Museu do Amanhã”.

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Antropoceno – Essa parte é o ponto central da exposição, pois leva ao questionamento e ao entendimento de como a atividade humana é uma força ecológica, já que o homem vem modificando a composição da atmosfera, transformando o clima, alterando a biodiversidade e o curso dos rios e isso faz com que toda a vida na Terra tenha necessidade de se adaptar a tudo isso.

Amanhãs – Aborda as tendências globais, já que não é uma realidade muito distante o aumento de pessoas no mundo e a permanência por muito mais tempo na face da Terra.

Megalopoles e hiperconectividade, a convivência com culturas diferentes e as maneiras como se vivem com certeza serão incorporadas ao dia a dia. Além disso, o visitante é convidado a refletir sobre sustentabilidade e convivência.

Nós – É como a exposição se encerra, com um exercício que propõe o engajamento e mais reflexões sobre como será o Amanhã e que ele começa agora, com as pequenas escolhas que se faz no dia a dia. “O hoje é o lugar da ação”.

 



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