quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

E o carnaval, como surgiu?


Mundialmente conhecido como uma das maiores e mais importantes festas da cultura brasileira, o carnaval não foi criado aqui, mas sim, muito bem incorporado e desenvolvido à maneira do “jeitinho brasileiro”.



Nessa matéria você vai saber um pouco mais sobre como surgiu essa festa, que é comemorada em várias partes do mundo e data de séculos atrás, você vai ver também que muitas coisas se assemelham ao que se vive hoje, então...bem vindo ao carnaval, uma história que vai te remeter a antiguidade.

Originaria do latim, a palavra carnaval, carnis levale, significa retirar a carne, pois remete ao jejum que os cristãos realizam durante a quaresma e também o esforço em controlar os prazeres mundanos, o que já tentava enquadrar a festa como pagã.

Duas festas possivelmente deram origem ao que conhecemos hoje como carnaval, na Babilônia.
As Saceias, onde os prisioneiros assumiam durante alguns dias a figura do rei, vestido-se como tal, se alimentando como tal e também dormia com a esposa do rei.

Após o período da farra, o prisioneiro era chicoteado, enforcado ou empalado (método de tortura e execução em que uma estaca era inserida pelo ânus, vagina ou umbigo até a morte)

A outra festa da Babilônia que também traz o que hoje conhecemos como o carnaval, era realizada pelo rei dias antes da primavera, quando se comemorava o ano novo no país, a festa acontecia no templo de Marduk (Deus protetor da Babilônia), a festa consistia em fazer com que o rei perdesse seus poderes e assim era surrado na frente da estátua de Marduk.

Essa humilhação pública servia para mostrar a submissão do rei à divindade. Logo após o ritual, o trono era reassumido.

Mas o que afinal as duas festas tem a ver com o carnaval? A troca dos papéis sociais, isto é, transformar o prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao seu deus. E daí pode ter surgido o que hoje é realizado como homens se vestirem de mulher e vice versa, por exemplo.



Em relação as orgias, o carnaval pode ser relacionado as festas greco-romanas. Como os bacanais, festas dionisíacas realizadas na Grécia e que eram destinadas a Baco, o deus do vinho, sempre marcadas pela embriaguez e entrega aos prazeres da carne.

Em Roma aconteciam duas festas: Lupercálias, que aconteciam no mês de fevereiro, tido na época como o mês das divindades infernais e ao mesmo tempo, era também o mês das purificações.

A outra festa era a Saturnálias, que ocorria no solstício de inverno, no mês de dezembro. Ambas duravam dias e eram regadas a muita bebida, comida e danças. Assim como na Babilônia, os papeis sociais eram invertidos temporariamente.


Eram festas pagãs e por isso, a Igreja não as via com bons olhos, principalmente em relação a inversão de papeis, pois para eles, ao fazer isso, era como se a relação entre Deus e o demônio fosse também invertida.

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Foi então que a partir do século VIII, com a criação da quaresma, essas festas eram realizadas antes desse período religioso, como se a Igreja Católica cedesse alguns dias para que as pessoas pudessem cometer excessos.


No período que compreende o Renascimento, nas cidades italianas, aconteciam teatros improvisados e canções eram criadas para acompanhar desfiles que contavam com carros decorados, principalmente na cidade de Florença e em Roma e Veneza os participantes usavam capa, chapéus de três pontas e máscara branca.

Tudo isso chegou ao Brasil durante o período colonial, com o surgimento primeiramente do entrudo, festa de origem portuguesa, praticada por escravos, logo após, agrega-se cordões e ranchos e as festas de salão, os corsos e as escolas de samba, os trios elétricos e tudo o que atualmente se conhece, se vive, canta e dança como carnaval, parte da tradição da cultura brasileira e sua maior manifestação.




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