Nascido em 1927 na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, viveu logo na infância a dor de tornar-se órfão do pai, João Suassuna e Rita de Cássia Villar, morou boa parte da infância na fazenda Acauham, no interior do estado. Seu pai foi governador do que hoje é o estado da Paraíba e durante a Revolução de 30, foi assassinado por motivos políticos.
Depois desse fato a família mudou-se para Taperoa, onde viveram de 1933 e 1937 e foi lá que o personagem dessa matéria, que você já deve saber quem é, iniciou seus estudos e foi como espectador em apresentações de mamulengo e desafios de viola que teve seus primeiros contatos com a cultura regional.
Depois que saiu de Taperoa, a família de Suassuna foi para Recife, e lá, Ariano estudou no Colégio Americano Batista e em seguida no Ginásio Pernambucano, uma importante instituição educacional do Recife, logo após ingressa na faculdade de Direito e lá funda o Teatro do Estudante de Pernambuco.
No ano de 1947, Ariano Suassuna escreve sua primeira peça intitulada: “Uma mulher vestida de sol” e no ano seguinte escreve “Cantam as Harpas de Sião”. Em paralelo as suas atividades artísticas cursava Direito e assim o fez até o ano de 1950.
Continuou exercendo as duas atividades e no ano de 1955, sua mais famosa e produzida obra é escrita: “O auto da compadecida”.
Em 1956 começa a dar aula de estética na Universidade Federal de Pernambuco. Sua carreira como docente vai até o ano de 1994, quando se aposenta da Universidade. Também foi Secretário de Estado da Cultura no governo de Eduardo Campos.
Inspirado e dirigido por Suassuna, no ano de 1970, surge o Movimento Armorial que tinha como objetivo valorizar a cultura do nordeste brasileiro através do cordel, da música, da dança, do teatro, entre outros.
Nesse período escreve uma trilogia começando por “Romance d´a Pedra do Reino”, depois “Príncipe do Sangue que Vai-e-Volta” que tem um subtítulo: “Romance Armorial – Popular Brasileiro” e por fim a “História d´o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana”, tudo isso no período de 71 a 76.
O poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, professor e advogado deixou seu nome na história também por ocupar a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, no ano de 1990, a cadeira de número 18 na Academia Pernambucana de Letras em 1993 e a cadeira número 35 na Academia Paraibana de Letras, no ano 2000.
Além de sua incrível capacidade imaginativa, suas histórias trazem muito do folclore nordestino e consequentemente a cultura desse povo. Tudo isso ajuda a perpetuar os valores culturais de uma região e de um país, além de deixar seu nome cravado eternamente na história como um homem que dava valor aos seus.
Ariano Suassuna faleceu no Recife, no dia 23 de julho de 2014, após sofrer um AVC hemorrágico, aos 87 anos, deixando publicado mais de 25 obras literárias e mais do que isso deixou ao Brasil o valor pelo Brasil.

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